A prática da equoterapia objetiva benefícios físicos, psíquicos, educacionais e sociais para pessoas portadoras de:
a) deficiências físicas e mentais;
b) necessidades educativas especiais ou distúrbios evolutivos, comportamentais ou de aprendizagem.
Benefícios proporcionados pela Equoterapia:
Baseia-se nos movimentos proprioceptivos, desde o ajuste tônico, logo que o praticante posiciona-se sobre o cavalo. O praticante deve estar bem colocado no dorso do animal para receber os influxos produzidos por seus movimentos transmitidos através das regiões internas dos membros inferiores, períneo e glúteos, excitando as terminações nervosas. Assim, segue o trajeto do sistema nervoso periférico até o central, produzindo modificações nos núcleos encefálicos, cerebelo e cérebro, promovendo um efeito terapêutico com melhoras sensíveis ao praticante.
Benefícios de Domínio Físico:
· Melhora no equilíbrio e coordenação motora
· Relaxamento da espasticidade (?)
· Aumento da força muscular
Benefícios de Domínio Psíquico:
· Aumento da autoconfiança
· Melhora na capacidade de aprendizagem, concentração e visão espacial
· Motivação para estabelecer e atingir objetivos
A patologia pode decorrer de causas diversas, incidindo nas fases pré-natal, peri-natal e pós-natal, quando ocorre até os dois anos de idade.
O déficit motor pode manifestar-se de diversas formas e apresentar-se acompanhado de alterações cognitivas, sensoriais, visuais, auditivas, de linguagem, além de outras.
A posição montada a cavalo com deslocamento ao passo, provoca novas informações proprioceptivas em regiões articulares, musculares, periarticulares e tendinosas, diferente das habituais, permitindo a criação de novos esquemas motores. Trata-se de uma técnica de reeducação neuromuscular. Auxilia na regularização do tônus postural, organização da cabeça, tronco e extremidades.
O movimento tridimensional do cavalo estimula o sistema vestibular, ativando a musculatura de sustentação da cabeça e tronco.
Contra-indicações:
- Graves:
· Doenças da coluna, como: hérnia de disco, escleroses em evolução, epífises de crescimento em estágio evolutivo, além de cardiopatias agudas e excessiva lassidão ligamentosa das primeiras vértebras cervicais devido à síndrome de Down;
· Doenças da medula com o desaparecimento da sensibilidade dos membros inferiores e dos polegares.
- Relativas:
· Algumas vezes se podem praticar a equitação, mas com um rigoroso controle, os epilépticos e hemofílicos.
· Como regra geral, a equitação é desaconselhada em todas as doenças na fase aguda e no caso de deficiências graves.
Equoterapia

